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INFRAESTRUTURA VERDE
paisagem urbana
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Infraestrutura Verde é um método de planejamento e projeto paisagístico que se fundamenta na criação de uma rede de paisagens multifuncionais verde-azuis (vegetação e sistema hídrico) composta de paisagens naturais e espaços tratados com Soluções Baseadas na Natureza (SbN) como jardins de chuva, biovaletas, canteiros pluviais, corredores verdes e e wetlands construídos que aperfeiçoam a infraestrutura existente adaptando-a aos processos da natureza em prol dos Serviços Ecossistêmicos.

Inspiradas e apoiadas pelos processos naturais, as SbN são consideradas emergentes para o manejo das águas em termos de disponibilidade, qualidade, controle de riscos e segurança hídrica, se aplicadas a partir de uma rede de Infraestrutura Verde. As SbN envolvem ações de conservação e de reabilitação dos ecossistemas e ações de tratamento paisagístico para favorecimento ou simulação dos processos naturais em paisagens artificiais ou modificadas. Sua aplicação é diversa e atende diversos contextos (urbano e rural) e escalas de projeto, podendo ser aplicadas a partir da microescala, por exemplo um canteiro pluvial ou jardim de chuva, à macro, em nível de paisagem, abrangendo a bacia hidrográfica a partir de um sistema de infraestrutura verde

As soluções de Infraestrutura Verde favorecem o acontecimento dos processos naturais nas cidades e assim o fornecimento dos serviços ecossistêmicos que garantem a vida na Terra, podendo destacar:

  • Melhora da qualidade das águas, do ar e dos solos;

  • Atua no controle de alagamentos;

  • Colabora para mitigação dos efeitos das mudanças climáticas;

  • Oferece habitat e proteção à biodiversidade;

  • Espaços de lazer e cultura;

  • Protege os recursos naturais.

Nuvem de chuva

A INFRAESTRUTURA VERDE TRABALHA COM TRÊS EIXOS PRINCIPAIS

POLOS

Paisagens naturais como florestas e reservas ecológicas, que mantém suas características e processos naturais preservados ou recuperados. Os polos abrigam a vida selvagem e as reservas de recursos naturais ao mesmo tempo em que podem conceder espaço para atividades como o turismo ecológico. 

ÁREAS DE CONEXÃO

Áreas que garantem as conexões na rede, o acontecimento os processos ecológicos e a conservação da biodiversidade. São considerados corredores de conservação os rios, córregos e riachos, assim como os corredores e vias arborizada. As áreas de conexão oferecem oportunidades para criação de áreas de lazer e mobilidade urbana como por exemplo trilhas para caminhada e ciclovias.

FRAGMENTOS

Espaços menores que podem ou não estar conectados à rede de paisagens, como praças, pequenos parques, jardins, estacionamentos e edificações, por ex. Os fragmentos oferecem oportunidades para uso de infraestruturas como telhados verdes, jardins verticais, jardins de chuva e biovaletas. Podem incluir soluções de captação, tratamento e reúso de água de chuva, além de contribuírem para o aumento de áreas verdes e permeáveis na malha urbana. 

 Pássaro colorido
Borboleta 7 Aguarela
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As Biovaletas são sistemas de biorretenção de poluentes que atuam na atenuação da velocidade e o volume dos escoamentos superficiais. São soluções que podem ser muito bem utilizadas em ruas e rodovias, condomínios, parques e praças, assim como em estacionamentos.  

É considerada uma solução de manejo ecológico das águas e não excluí a drenagem tradicional, ao contrário, atua junto com a infraestrutura cinza preservando e garantindo o funcionamento da mesma. Além de oferece outros serviços ambientais.

Maitê Pinheiro